Obrigado por visitar este Site Web. Quero oferecer-lhe também On-line algumas informações a respeito do nosso distrito aqui em Barra de São João - Município de Casimiro de Abreu-RJ.- Brasil. Um novo sistema de administração do conteúdo permitirá mantê-lo aqui particularmente informado sobre os acontecimentos em diversas áreas.
Se não conhece o site e acaba de encontrar-nos pela Internet, gostaríamos de ter notícias suas! Por favor, informe-nos do que quer, de quais são suas perguntas, e será com prazer que estarei à sua inteira disposição.
Em resumo, deveria saber o seguinte sobre este site: o Site já é desde 2005 um sinônimo de boas notícias.
TODO PODER EMANA DO POVO E EM NOME DELE SERÁ EXERCIDO
NOSSO POETA
Casimiro José Marques de Abreu, nasceu em 4 de janeiro de 1839, na Fazenda da Prata, de propriedade de sua mãe, próxima ao rio do Ouro, na freguesia de Capivari. Filho do comerciante português José Joaquim Marques de Abreu e de Luiza Joaquina das Neves, tendo sido batizada em Barra de São João, quando foi reconhecido por filho. Daí alguns atribuírem seu nascimento naquela localidade, onde seu pai tinha casa de negócios. Passou sua infância, simples, na fazenda de Indaiaçu, de propriedade de seu pai. Aos dez anos foi mandado para o Rio de Janeiro com a finalidade de estudar e aprender um ofício, trabalhando no escritório de armazém de secos e molhados pertencente ao seu pai. Já nesta época se dedicava mais a escrita e a boêmia que aos estudos e ao trabalho no escritório. Seu pai mandou-o então para Portugal, onde trabalhou em escritórios de casas de negócios de pessoas amigas. Mas continuou vivendo uma vida desregrada, comprometendo sua saúde e suas finanças. Estava então com 19 anos, já se fazendo conhecer como poeta, nas rodas literárias de Lisboa, embora não fosse conhecido por aqui. Nesta época publicou suas poesias nas revistas "Ilustração Luso-Brasileiras" e "Panoramas" e no jornal "O Correio Mercantil". Viajou pelo norte de Portugal divulgando seus versos e foi neste período que escreveu o ensaio dramático para teatro, "Camões e Jau". Vítima de tuberculose, volta ao Brasil e segue para Friburgo, para se tratar da doença. Mas era em Indaiaçu, que passava a maior parte de seu tempo, onde veio a falecer, em 18 de outubro de 1860, com pouco menos de 22 anos de idade e três meses após a morte de seu pai. Casimiro de Abreu foi considerado o poeta da saudade, por tão bem cantar a sua "infância querida que os anos não trazem mais". Os versos de seu livro "As Primaveras", escrito entre 1855 e 1858, demonstram uma profunda ligação com a alma do povo brasileiro, que contém 74 poemas cujos versos de uma beleza espontânea impressiona pela simplicidade e estilo puro, a gosto da alma popular. Publicado após sua morte, foi um dos mais lidos do país, difundido por seus amigos e poetas cariocas. A primeira edição foi lançada em 1859 e a segunda em 1861. São vários os poemas que falam da infância, tecendo paisagens como "Lá, no meio do perfume do sertão debruçada a beira deum rio, modesta e simples como uma flor das montanhas, erguia-se uma vila encantadora: era Barra de São João!". Foi também considerado o "Poeta da Morte" pelos parnasianos, pois seus poemas, concisos e claros têm grande força expressiva e musical, alguns bastante melancólicos. Ele se caracterizou pela sensibilidade quase infantil, pela meiguice, pelo amor ingênuo, a saudade, o gosto pela natureza, as recordações infantis e os devaneios adolescentes. Foi um poeta de emoções simples, tímido, mas sem pessimismo doentio. Era um misto de saudade e tristeza, bem brasileiro. Viveu a poesia. Das suas relações familiares distingui-se duas fases: uma a da infância, que viveu ao lado da mãe na Fazenda da Prata, no aconchego de uma casa "sertaneja" e outra do seu convívio com o pai, quando foi para o colégio, depois para o Rio de Janeiro, seguindo de lá para Portugal. A separação dos pais o leva a um estado de desgosto e melancolia. Com o pai manteve relações conflitantes. O seu afastamento da mãe e do Brasil explica em muito o sentido de sua poesia.